Sapos e Halls Amarela

Sapos e Halls Amarela
Eu não engulo SAPOS, só HALLS AMARELA!




manda um imeio
embalagem
loucurachiclete&som
luzescrita


"uma moça polida levando uma vida lascada" alice ruiz


mariana,
oito de março há 22 anos.
gente-fina-elegante-sincera!

geléia de amora, sorrisos sinceros, verborragias inúteis e meia dúzia de arbitrariedades. vinte e três páginas de referências bibliográficas.

ler é devorar, escrever é vomitar. devoro e vomito o tempo inteiro, e muito.


"a palavra que falta para completar um pensamento pode levar meia vida para aparecer" clarice lispector


faço jornalismo, estágio,
monitoria de redação,
escrevo pra uma revista. desenho e danço. faço teatro. música na veia.
amo cinema desde sempre. falo inglês, leio francês.

trabalho mui-to, mas queria
mesmo era viver de arte.

completamente "poesia concreta prosa caótica"

compro muitos livros.


sempre achei que não era à toa que o coelho branco chamava a alice de mariana.

ando tratando apenas de preservar o azul de minhas asas.

"seja lá o que flor" pra todos nós.


"vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração eu sigo" caio fernando abreu


esse é um blogue de ficção.
que sempre recomeça, desde o começo, desde outubro de 2003.


"you don't have to understand. you just have to have faith"



coisas na cabeceira:







...na cabeça:

"diálogo de surdos, não:
amistoso no frio.
atravanco na contramão.
suspiros no contrafluxo.
te apresento a mulher
mais discreta do mundo:
essa que não tem
nenhum segredo."
ana cristina cesar



"a única magia que existe
é estarmos vivos
e não entendermos nada disso.
a única magia que existe
é a nossa incompreensão".
caio fernando abreu



"pessoas são pessoas
o tempo todo demais".
viviane mosé



"o mistério é o portal
para todas as maravilhas".
lao-tzu - tao te ching



"eu só poderia crer
num deus que soubesse dançar".

"não existe arte boa e arte ruim. existe arte e não-arte".
friedrich nietzsche



"também são cruas e duras
as palavras e as caras".
hilda hilst



"é bom às vezes se perder
sem ter por que, sem ter razão.
é um dom saber envaidecer,
por si saber mudar de tom".
marcelo camelo



"tudo pode ser,
nada vai acontecer,
não tema:
esse é o reino da alegria". china e felipe s.



"o que o amanhã não sabe,
o ontem não soube
nada que não seja o hoje
jamais houve".


"tudo dança
hospedado numa casa em mudança".
paulo leminski



"comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. acho medonho alguém viver sem paixões". graciliano ramos


"estão dizendo que é preu te passar pra trás, mas eu só penso em te abraçar. não há nada na vida que faça eu parar de amar".
sérgio dias e liminha




"cinema pra mim é algo sagrado. eu sei que nem todo mundo pensa assim, mas para mim cinema é algo realmente sagrado.
é preciso entender que cinema é pintura em movimento"
glauber rocha




...um filme da vida:





...a vida:

"quando eu escrevo
eu consigo ordenar
tudo aquilo que eu penso.
agora, quando eu falo
ou quando eu sou, simplesmente,
não consigo ordenar nada.
eu sou da maneira
mais caótica possível".

caio fernando abreu




e amigos!
(você que é amigo e não tá aqui: grita!)



after changes
algaravária
amar-ela
aumenta um
bernardo e a cotovia
biscoitos e pirâmides
blog de sete cabeças
blog pra quê?
blowg
borrasca
cada um dá o que tem
cadeira de balanço
caligrafia na pele
canis familiares
catavento e cotovia
cestinha de compras
cinco minutos
círculo das trovadoras de minerva
coisas que ninguém deveria ler
desbussolada
deus e outros escombros
dias incertos
doida de marluquices
driving in the rain
drops da fal
ecoando idéias
ediney santana
escrevendo pra esquecer
espaço poesia
estação da vida
fenos e fenótipos
filmes gls ou quase
flocos com chocolate
flores, pragas e sementes...
fluoxetina
garimpando beleza
infinito indivisível
instante anterior
instante posterior
jardim aberto
kel
kin-din
labirinto do não
leros, leros e boleros
louco urbano
loucuras explícitas
mateus moraes
mesecritures
meu paredro
mimeographo
mínimos óbvios
música log
n.i.g.h.t.s.w.i.m.m.i.n.g
narrativas de niill
nem cais nem barco
neuroses atuais
noturnolândia
o pulo do tigre
o retorno de bernardo e a cotovia
os outros
páginas rasgadas
palavras...
patty
poesias crônicas
poetaria principal
ponto de fuga
por quimeras
publicidade de saia
pulp!
que seja doce
quebra cabeça
quem digita
quero ser publicitário
quiçá...
renegado
retrato-falado
rumo ao nada
sanatorium
semelhante
semelhante II
screening log
syphilis & greed
taxitramas
terceiro caderno
terra do nunca
the great why
the kimg
thiago ponce de moraes
transitiva
transmissão de pensamento
true story
turtle in a half shell
tv log
un coup de dés
vanilla!
vomitando imagens
will robinson
xicamicalica






aqui não tem arquivos!
o passado passa!


*

não bobeia!
você pode ir preso
se você me copeia!







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Sexta-feira, Junho 06, 2008

quando a mãe olhou pela fresta da porta, a menina estava guardando todos os brinquedos antigos em suas velhas caixas. retirava-os do baú dos preferidos, colocava na caixa e enfiava num saco preto, daqueles de lixo. por muito tempo a mãe estranhara: sua filha não era daquelas que tinha uma boneca preferida, com quem conversasse ou desejasse cortar os cabelos. era daquelas que queria apenas ter os brinquedos, para que, numa tarde fria, pudesse abrir o baú e alegrar-se em tê-los. se iria escolher um para brincar ou não, não importava. o que importava era a segurança de abrir o baú e ver todas aquelas peças lhe sorrindo, esperando um gesto, que fosse, para serem dela. mas a mãe estava parada na porta olhando e a menina estava retirando, um a um, os velhos brinquedos do baú. a menina não chorava ao fazer isso, e, embora ainda fosse muito nova, parecia determinada, sabia o que estava fazendo. após um longo tempo, a mãe viu que a menina subia na cama e colocava sobre a estante mais alta aquele que tinha sido o último presente. e, logo depois, enfiava no saco preto a caixa desse mesmo. estava certa: daquele a menina jamais pretenderia desfazer-se. ao fim do dia, a mãe abriu o baú e não tinha mais nada lá. nem uma pelúcia, nem um braço perdido, nem uma rodinha, nada. o baú estava vazio. sobrara no quarto apenas aquele brinquedo novo que a menina colocou, sabe-se lá o porquê, numa prateleira alta, distante, onde suas mãos pequeninas não podem alcançar. mas a menina não guardou a caixa. a mãe entendeu: ela sabe que a menina ama aquele brinquedo mais do que todos, e só irá tocá-lo quando for grande o suficiente. mas a menina já sabe que aquele há de ser, pra sempre, o único em seu quarto. só ele. nem uma pelúcia, nem um braço perdido, nem uma rodinha, nada.

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